domingo, 10 de maio de 2009

Cosas que echare de menos de Madrid - Parte 4

4.Pañuelos Colhogar Seda

Isso pode soar bem bizarro, ou se você gosta de ver arte e beleza em tudo, isso poderia ser um dos prazeres de Amelie Poulain. Fácil-fácil: dos prazeres e coisas que deixarei para trás quando partir de Madrid esse com certeza é o mais simples, o mais económico e talvez o mais prazeroso de todos.

Quem me conhece um pouquinho sabe que sou um eterno gripado. Sempre preciso de lençinho por perto. Aqui não é diferente: no inverno meu nariz escorre sem parar e no verão por conta do clima quente-infernal daqui, meu nariz sangra seguido. Ou tenho um tanto de meleca preta acumulada (!).

Anyway, ser ranheintinho enfim virou uma coisa até prazerosa depois de conhecer os lençinhos Colhogar Seda. São lenços normais MAS com uma suave e agradabilíssima frangrancia de mel.




Existem pacotes com 6, 12 ou 24 pacotinhos, o pacote com 24 custa uns 2,00€. Se encontra em qualquer lugar facilmente. Mas lembro de ocasiões perigrinar por alguns supermercados até encontrá-los.


Ser melequendo nunca mais será o mesmo depois de Colhogar Seda.

sábado, 9 de maio de 2009

Cosas que echare de menos de Madrid - Parte 3

3. Délic Café, Bar y Delicatessen
O Delic é de longe meu café favorito em Madrid. O conheci em um passeio pós-Rastro (a grande feira de rua de Madrid). A Plaza de la Paja onde fica o café por si só já é de grande atrativo (vizinhos ao Delic estão os restaurantes vegetarianos El Estragón y ¡Viva la Vida! e ainda o La Musa Latina que não é exclusivamente vegetariano mas é incrivel mesmo assim.


O Delic é um café pequeno com poucas mesas e décor com referencias a cultura africana (uma bela seleção de latas, bugigangas e inclusive um mapa d Brasil), tudo com cara de velhinho, de ter sido garimpado no e-Bay ou nessas lojas vintage que cobram o olho da cara por uma porcaria qualquer.



Não é nada barato: Um chá pode ser até 5€ e um mojito (o clássico da casa 8€). Existe ainda uma bonita seleção de tortas doces (5,50-7,00€ a fatia). E umas tostadas salgadas bem simpáticas (5€ cada). No domingo de Ratro conseguir uma mesa é tipo impossível. É provavel que você veja uma celebridade local no fim de semana. A música é geralmente baixinha e abafada pela multidão de clientes.


Perfeito para uma tarde agradável em companhia especial.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cosas que echare de menos de Madrid - Parte 2

2. Mondo - Noches de Funk y electronica
Se quero me divertir pela noite em Madrid, minha escolha favorita é o Mondo, as quintas e sábados na Sala Stella (calle Arlabán 7), perto do Metro Sevilla.

Não lembro quando fui a primeira vez, mas fazem anos. Fui habitué por um boa temporada. Me lembro perfeitamente de ir (quase) sempre ir trabalhar as manhãs de domingo virado, sem dormir. Não é um lugar barato, mas também não é nada excessivo (atualmente 13€ as quintas ou 14€ aos sábados com direito a um drink). Por sorte tenho um amigo que trabalha com RP do local e sempre rola lista free e algumas drinks também.

A música é o que me chama mais ao lugar. Puro minimal de qualidade. Todos os grandes nome da música minimalista já 'montaram' suas pick ups.

É um lugar ok - papel de parede 70's, mesas e cadeiras tipos ovos, alguns neons na parte de baixo- mas nada muito especial. No final da noite o ambiente fica todo vermelho em função de umas caixas de luz nas paredes. Código pra gente maluca entender que esta na hora de rumar ao after da esquina. Não é muito grande e o povo ou é moderníssimo ou é meio cafona. A pista tem luzes no chão, mas nada parecido como Nos embalos de sábado a noite. Tem um montão de gente drogada e um montao de gente fazendo carão na Buatty. Como em todos os lugares do mundo. Típico.


Raios UVA/ código para gente colacada vazar.


Pista quero ser Embalos de sábado a noite quando crescer. Acho que eu era a unica pessoa de sapato lá ontem a noite.


Estive lá ontem e incrível como as pessoas são todas meio parecidas. Os meninos com snekears caro, camiseta cara, jeans caro e ainda opcional boné ou chapéu de palha. As meninas usam micro shorts ou mini saia, saltão e jaqueta jeans. Tudo tão uniformisado e boring.
Deprimente que eu já me incluí super na turna de meninos uniformisados com sneakers caros.
Quem sabe o Mondo nem é tão incrível assim, eu que estou sobrevalorizando.
Enricoporelmondo.
Aproveitando pra esclarecer que o nome desse blog veio de uma fusão entre como me chama uma antiga amiga (Enrico) e o 'meu' mundo. Escolhi mondo (com O) para referenciar o tal club esse.

Acho que meu Mondo é um pouco diferente hoje.
Sorte minha.
xx

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cosas que echare de menos de Madrid - Parte 1

Entre indas e vindas morei em Madrid algo aproximado a dois anos e 6 meses. Dois anos e seis meses em que fui muito feliz, morei no Retiro, Chueca, Malansaña, Embajadores e Pueblo Nuevo, sem contar longas temporadas na casa de amigos em Pozuelo de Alarcón, La Latina, Salamanca e Lavapiés. Tive trabalhos atípicos como salva-vidas em piscina de condomínio de luxo ou lavador de cabeças em salão de beleza moderno. Tive todas as coisas que desejei, conquistei amigos e amores para toda minha vida, tive cortes de cabelo de gosto duvidoso e nunca, NUNCA me rendi a paixão nacional local o Jamón Ibérico (ser vegetariando por aqui significa ser freak para eles), muito menos fui a uma tourada, nem a um baile de flamenco.
Agora me restam exatos 10 dias aqui e quero fazer uma lista de coisas e lugares que echarei de menos de/em Madrid.
Echar de menos é a versão espanhola da melhor e mais bonita palavra em portugues: SAUDADES

1. Galletas Principe
Lembro que conversando com uma amigo brasileiro que já morava aqui quando cheguei,lhe perguntei oque nao havia aqui que ele sentia falta do Brasil. Ele disse Bolacha Recheada.
No Brail qualquer mercadinho de bairro que se prese tem um corredor inteiro recheado de bolachas recheadas. Tem de todos os gostos, preços, cores e sabores.
Eu particularmente gosto da Passatempo recheada e da Bonno de chocolate. Mas nao sou um adicto. Apenas gosto e ponto final.
Aqui, realmente as bolachas sao chatinhas, sem muita variaçao e geralmente vem em latas ou pacotes pra uma familia numerosa.
A exceçao sao as Galletas Principe: duas bolachas levemente salgados do tamanho e shape das clássicas Bolacha Maria com um recheio de chocolate nao muito doce, meio parecido a Alpino. Nada mais, assim de simples e assim de gostosa.
Exites o pacote standard da foto, uma versao com creme de chocolate e avelas e uma versao pocket com 4 bolachas . Um pacote custa algo em torno de 0,80€, mas existem packs com 3 por mais ou menos 1,50€


Nota do editor: enquanto escrevia esse post comi umas 4 bolachas destas.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

52 Hoxton Square N1 6NU

A primeira que vi um par de tenis pendurado num fio de eletricidade foi em São Paulo em 2002. Eu saia do teatro e vi um bocado deles poeticamente lá em cima.
Eu tinha um par de tenis que simplesmente adoroava da seção feminina da H&M que me custou ridículos 9€. Todo mundo odeia ele, minha mãe e mais um par de amigos que diziam que ele era sujo demais, velho demais, furado demais, que nao vinham a hora de jogar ele fora e blah, blah, blah.
O fato é que esse tenis foi um dos melhores de minha vida, por ser leve, branco (branco?) e totalmente curinga, exceto pra momentos de chuva. E realmente ele tava sujo, velho, todo furado, tava mais do que na hora de me livrar dele. Mas quero comprar um novo igual logo, logo.
Na minha última sexta-feira em Londres resolvi deixar esse tenis pendurado em algum lugar em Shoreditch, meu bairro favorito em Londres. Pra marcar território mesmo e quem sabe quando voltar reencontra-lo. Foi difícil achar um fio então improvisei em um suporte para uma placa.
Só na terceira tentativa eu "acertei".




E agora eles devem estar lá, no numero 52 da Hoxton Square, do ladinho da White Cube Gallery. Vai lá!

domingo, 22 de março de 2009

Portobello Market, Notting Hill

Cada vez mais perto de vazar de vez de Londres e com uma lista impossível de ser vencida de coisas por fazer/ver.
Mas to tentando ao máximo riscar itens dessa lista e no último sábado vizitei o Portobello Market, em Notting Hill.
Eu já tinha ido lá agumas vezes as sexta-feiras onde rola uma feirinha modesta, mas no sábado mesmo é que a coisa bomba.
Uma infinidade de gente e coisas pra se ver. Muita porcaria e muita gente interessante.
Tem de tudo: muita muita porcelana, antiguidade, discos, livros, soldadinhos de chumbo, câmeras fotográficas, roupas vintage, bicicletas e antiguidades de todo tipo.


Caminhar por toda extensão da rua é mergulhar num dos lugares mais interessantes de todo Londres: se escuta todo tipo de língua, existem comidinhas de rua para todos os gostos/preços e de qualidade algumas vezes duvidosa -como toda boa comida de rua deve ser. Para os cinéfilos se pode ainda ver a casa do Hugh Grant (que não tem mais a porta azul característica e sim preta para confundir os curiosos) e sua livraia (que hoje dá vida a uma loja de sapatos bem normalzinha) em Um Lugar Chamado Notting Hill ou ainda a loja de antiguidades que aparece em Blow Up - Depois Daquele Beijo.
Quem se aventura por esse território precisa de uma dose extra de paciência, porque a multidão e seu fluxo (ou o não-fluxo) incomodam, fica difícil com toda aquela turistada, famílias e mais famílias com seus carrinhos de bebê, mais o cachorro, mais o papagaio e mais as compras da semana.
Eu gosto particularmente do final da rua, onde estão as bancas e lojas de roupa vintage.
Logo depois do cruzamento da Elgin Crescent, existe uma enorme lona onde os amantes das roupas de segunda mão se encontram. É como uma ruína fiscal pra mim.
Tem de tudo, de todos os precos, os expoxitores quase nunca põe preço na mercadoria e escolhem o valor conforme sua cara, sotaque e outfit. Soa péssimo, eu sei, mas é verdade.
Lá existe um cara que tem a melhor seleção de camisetas ever. Todas a 10£ ou duas por 15£ se voce já é cliente. Segundo ele tem um estilita brasileiro que se joga por lá quando vem a Londres, pela sua descrição acredito que seja o Alexandre Herchcovitch.

A tal banca de camisetas ou ruina fiscal para os íntimos.


Fauna local e turistas ávidos pelo melhor do vintage.

Uma quadra depois tem sempre uma van que coloca suas araras cheias de coisas interessantes na rua mesmo e vendo tudo, TUDO mesmo por irrisórios 2£. Tem coisa muito boa, desde casaco de couro a cintos e bolsas, até uma infinidade de camisas de flanela e bomber jackets. Descolei uma camiseta incrível por ridículos 2£.

Não e incrível? O cheirinho de roupa guardada e as manchinhas no tecido são free.


Num beco ao lado, tem um bando de gente que vende tudo pelo chão e no final do dia deixa tudo por ali mesmo, caso não se venda. Negociei com uma senhora, que pelo sotaque eu diria que é russa uma maleta que inicialmente gustava 10£, mas eu acabei arrematando por apenas 2£. Tipo e-bay ao vivo só que infinitamente mais divertido. Ainda tentei levar um boneco do Caça-Fantasmas, aquele fantasma gordão com chapéu de marinheiro do primeiro filme, mas ela insistia que era "very very colletionable" e não aceitou minha oferta de 3£ (ela queria 5£). Disse pra ela que volterei na próxima semana e amaldiçoei o tal boneco pra que não seja vendido e espere por mim ate lá...
Nesse mesmo beco-caos encontrei um pássaro de porcelana no chão. Acho que pode ficar incrível no canto de uma moldura.

Auto -retrato no beco-caos da pechincha.
O pássaro achado.
E a maleta de couro-bagatela.
Dando um Google aqui encontrei a página oficial do mercado e essa definição não poderia ser mais acertada:

"Basically if you can't spent all your money and more on the clothes and accessories around here, then you are either (a) impossible to please, so don't come asking me for a date!! or (b) have a large trust fund which has been soundly invested."

domingo, 8 de março de 2009

O Network certo ou como passar dois dias batendo cabelo com a Galisteu

Tenho um amigo na Elle que sempre diz que a vida é feita de Networks. Que até o padeiro da esquina pode ser um contato incrível para que você seja descoberto, ou que consiga uma oportunidade importante para demonstrar seu trababalho/valor.
E foi mais ou menos assim que tudo aconteceu.
Durante muito tempo quando estava na faculdade eu fui produtor ou assistente de produção. Produzia um curta-metragem atrás do outro non-stop. Fiz um longa metragem (meio piada, mas não deixa de ser um longa-metragem), um curta pra tevê, uns bons documentários. Mas quando estava acabando a faculdade já estava de saco cheio dessa vida de produtor-fudido. E ai veio o lance da fotografia que sempre foi muito forte dentro de mim...
Mas essa é uma outra história.
Através do network certo eu descolei um trampo na Produção em alguns dias de gravação do novo programa com a Adriane Galisteu pra Band, gravado aqui em Londres.
Eu já havia a fotografado algumas vezes nas edições do São Paulo Fashion Week. E dentro da frivolidade que impera nesse tipo de situação, ela me pareceu bem bem simpática. Digo que entre as figurinhas carimbadas do SPFW ela está na minha lista de 5 mais querid@s. Fácil.
E não foi diferente desta vez.
Ela é mesmo uma fofa. Engraçadíssima. Quando pega o microfone não era. É inteligente e não cai no lugar comum do tipo modelo-apresentadora-burra-como-uma-porta. Ela não joga no time da Gimenez.
Não mesmo.
Sem falar que ela é total sem frescura. Vai lá faz e acabou. Sem estrelismos, sem piti (como diabos se escreve essa palavras?).
A equipe era bem pequena: o câmera Boni, a diretora Tati Longhini, o motora português Pedro, eu na produção e a Galisteu. Nada mais. Ninguém mais. O tempo foi curto, a grana era pouca. Mas nos viramos e foi bem divertido.

Câmera e diretora conferindo o material.
A equipe: Tati Longhini Diretora, Boni Câmera, Adriane Galisteu - ou Dri para os íntimos- Henrique Padilha na Produção e Pedro Marque o Motorista-fodão.


Gravamos no museu de cera Madame Tussauds, na muvuca de Picadilly Circus, naquelas lojinhas péssima em Camden Town, naquelas lojinhas incríveis em May Fair, em um pub bem tradicional em Chelsea, perto da Harrod's...


Com a fera Amy Winehouse no Madame Tussauds.


Com a estilista e também fofa Lena Santana em May Fair.
Na van.
O programa não tem nome ainda e me parece que estréia em um umas 2 ou 3 semana.
Depois de Londres a equipe, com exceção minha romou a Paris para gravar por lá também.

Momento mico: tive que dar entrevista. Tomara que não coloquem no ar. E tive que tomar uma ceva ainda pra parecer cool. Tudo em nome da "arte". Péssimo.
Momento Gossip Girl: mandar email pra quem merecia direto da van (que tinha até um fax na parte de trás!) do lado da Dri e contando que acabamos de dividir um Fish & Chips, e que depois desse belo momento viramos praticamentes melhores amigos.
Momento Glamour: carregar sua bola Luis Vitton pra baixo e pra cima, ou sua carteira Dior, ou ainda seu iPhone. As vezes os três juntos. Não tenho foto desses momentos. Lamentável mais uma vez.
Momento ítmidade: quando ela me perguntou se eu gostava da cartola de gosto duvidoso numa loginha meio gótica quase emo em Camden.
Momento pissada de bola: perder a alça da câmera dentro do Madame Tussauds. A câmera de vídeo da Band, não a minha...